Rede de fornecimento sustentável  Elevando padrões e proporcionando capacitação

Nossa rede de fornecimento abrange mais de 1 milhão de pessoas, empregadas por 757 fornecedores globais, que administram mais de 2.000 unidades de produção em quatro regiões de abastecimento totalmente diferentes e compreendendo muitas culturas distintas. Embora esses números pareçam muito altos, nossa parte da rede de fornecimento representa apenas uma parcela muito pequena de toda a indústria têxtil e de vestuário. Por um lado, isso representa uma oportunidade real para ajudar a normalizar o comportamento sustentável entre populações diversas. Por outro, requer vigilância e dedicação às melhores práticas. Devemos identificar os problemas e capacitar as pessoas para lidar com as mudanças, trabalhando em parceria próxima com nossos fornecedores e stakeholders.

Começamos com nossos relacionamentos com fornecedores porque entendemos que podemos, juntos, criar um impacto positivo. Procuramos sempre formas de colaborar e melhorar os padrões ainda mais, gerando mudanças em todo o setor em questões importantes, junto a outros parceiros da indústria que pensam da mesma forma. Estamos concentrados em duas áreas principais: garantir que as pessoas que fazem nossas roupas estejam seguras e sejam tratadas de forma justa, além de promover e apoiar um meio ambiente limpo para termos comunidades saudáveis nos países fornecedores.

Trabalho seguro e justo

Meio ambiente limpo

Nossa ambição

Uma rede de fornecimento sustentável, do agricultor ao consumidor

Sustentabilidade significa avançar para um modelo circular no qual a roupa seja desenvolvida considerando seu próximo ciclo de vida - roupas que também sejam produzidas com menos produtos químicos, produtos químicos mais seguros, energia renovável, água limpa e condições de trabalho seguras e dignas.

Para normalizar o comportamento sustentável, acreditamos na capacitação de toda a nossa rede de fornecimento - do campo ao chão da fábrica. Acreditamos que a conformidade seja o ponto de partida, mas não o objetivo final: devemos colaborar com nossos fornecedores e suas fábricas para criar mudanças. Também estamos avançando rumo à nossa meta de moda circular, na qual criamos infinitos fluxos de materiais e roupas de forma justa e restauradora. Estamos nos concentrando em incluir nossas preocupações com sustentabilidade logo no início do processo, repensando como desenvolver produtos considerando o seu próximo ciclo de vida. Isso significa escolher cuidadosamente materiais e substâncias químicas que sejam mais seguros desde o início e trabalhando com as fábricas de nossos fornecedores para garantir que as condições de trabalho sejam seguras e justas. Também estamos buscando expandir as soluções de “fim de vida útil” que oferecemos aos nossos clientes.

Nossas metas para 2020

100%

dos nossos produtos serão provenientes de fornecedores de alto desempenho com classificação A e B.

Capacitaremos as pessoas dentro de nossa rede de fornecimento, indo além das auditorias para engajar nossos fornecedores e seus funcionários.

Zero

descarte de Produtos Químicos Perigosos (ZDHC).

20%

Redução de da pegada de carbono nas lojas, centros de distribuição e escritórios (tendo 2012 como base).

Redução de 30% do uso de  água na produção de nossas matérias-primas (tendo 2015 como base)*.

Redução de 10% do uso de água em nos

Zerar o descarte de resíduos para aterros sanitários, que são gerados nas nossas regiões de atuação.

*Meta 2025

Auditoria e transparência

Fazer com que a transparência seja a norma

A rede de fornecimento da indústria de vestuário é notoriamente complexa; a nossa abrange cerca de 2.400 unidades de produção de nível 1 e nível 2. Isso cria desafios, mas também um enorme espaço para impacto e criação de mudanças. Ao reavaliarmos nossos próprios padrões e influenciarmos o desenvolvimento de padrões compartilhados, levamos a indústria conosco nesse processo, incorporando boas práticas à medida que avançamos.

Ser transparente é parte da solução. Precisamos criar rastreabilidade e responsabilidade nas redes de fornecimento da indústria de vestuário. Dessa forma, podemos colaborar com os stakeholders, incluindo outras marcas, para entender os desafios comuns, oferecer o tipo certo de apoio, recompensar o bom comportamento e impulsionar a mudança que queremos ver na indústria. Ampliamos continuamente o escopo de nossa transparência na rede de fornecimento e publicamos uma lista das fábricas de nossos fornecedores de nível 1 e nível 2 pelo menos uma vez por ano. 

Nossa abordagem geral

Um importante primeiro passo para alcançar maior transparência em nossas redes de fornecimento é assegurar a coleta de dados precisos sobre o desempenho de nossos fornecedores – dados a respeito de tudo, desde o uso de produtos químicos, energia e água, até questões como salários ou segurança no local de trabalho – e avaliar continuamente suas ações e resultados. Quanto mais abrangentes e precisas forem as informações, mais direcionado e eficaz será o apoio que podemos oferecer.

Diferentes ferramentas de monitoramento e avaliação estão sendo usadas atualmente por diferentes empresas e organizações na indústria de vestuário. No entanto, acreditamos - como muitos de nossos stakeholders - que devemos criar convergência e usar ferramentas padronizadas para aumentar a qualidade de nossos dados, a eficiência de nossas ações e, portanto, o ritmo da mudança.

O índice Higg da Sustainable Apparel Coalition (SAC) fornece esse padrão centralizado de avaliação. Ele já é usado por muitas grandes marcas, incluindo a C&A, e sua escala e eficácia estão aumentando. A C&A está realizando atualmente uma experiência-piloto com o Higg 3.0 Facility Environment Module (FEM), que, quando ele estiver totalmente operacional até o final de 2017, atuará como uma ferramenta de avaliação ambiental completa para toda a rede de fornecimento de vestuário. Também fazemos parte do projeto de convergência social e trabalhista da SAC, que visa desenvolver uma ferramenta de avaliação para direitos humanos e trabalhistas.

Enquanto isso, estamos usando uma combinação de nossas próprias ferramentas de auditoria e avaliação, módulos Higg existentes e o protocolo de auditoria do ZDHC. Continuaremos a utilizar e/ou complementar essas ferramentas sempre que necessário e a evitar quaisquer “lacunas” de cobertura, rumo a uma solução aprovada por todas as marcas em um processo de consulta com diversos stakeholders.

Compromisso de transparência

Em 2016, a ONG Human Rights Watch procurou 72 marcas mundiais de vestuário, incluindo a C&A, pedindo que se unissem ao recém-criado “Compromisso de Transparência”. O acordo é parte de uma iniciativa para incentivar as marcas a adotar uma abordagem consistente à transparência em suas redes de fornecimento. O acordo ajudará a indústria de vestuário a atingir um padrão mínimo comum de divulgação de informações da rede de fornecimento, exigindo a publicação de dados padronizados sobre todas as fábricas na fase de manufatura de suas redes de fornecimento. Adotamos o Acordo em fevereiro de 2017 e, desde então, estamos totalmente em linha com as exigências e fornecemos essas informações de maneira consistente.

Leia mais aqui sobre o Compromisso de Transparência

Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria

O que esperamos dos nossos fornecedores é estabelecido e comunicado claramente em nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria e verificado por meio de auditorias regulares realizadas pela nossa equipe de Sustainable Supply Chain (SSC), composta por mais de 100 auditores em todo o mundo. Em 2017, atualizamos os padrões exigidos pelo Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria em relação à segurança contra incêndio, meio ambiente e jornada de trabalho, tornando-os mais rigorosos. No caso de violação do nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria, convidamos fornecedores, funcionários da C&A e trabalhadores das fábricas de nossos fornecedores a nos informar a respeito por meio do nosso Canal Aberto, onde as violações podem ser levadas à administração de maneira anônima.

Como classificamos os fornecedores

Quando se trata de avaliar nossos fornecedores em questão de sustentabilidade, nosso primeiro princípio orientador é a transparência, apoiada por nosso compromisso de capacitação. Isso está refletido em nossas classificações. Os critérios de sustentabilidade representam 20% da classificação global do nosso “scorecard” de fornecedor e tem o mesmo peso que preço, qualidade, entrega e execução do produto. Cada unidade de produção é classificada com notas de A a E com base em um conjunto de critérios de avaliação referentes aos elementos do nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria.

As unidades de produção classificadas como A e B são aquelas que não registraram violações graves em relação às ponderações que correspondem a cada elemento do nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria. Por exemplo, a descoberta de um problema sério, como insuficiência de equipamentos de combate ao incêndio ou a ausência reiterada de simulações de combate ao incêndio são falhas que resultarão em uma classificação D, enquanto a descoberta de qualquer problema de tolerância zero resultará em uma classificação E.

A classificação geral de um fornecedor é calculada como a média do número total de unidades de produção utilizadas para a produção da C&A. No entanto, caso a unidade de produção de um fornecedor seja avaliada como E, a classificação geral do fornecedor passará a ser E. É nossa política não fazer pedidos de produção com fornecedores classificados como E - embora trabalhemos em estreita colaboração com eles para resolver esses problemas e melhorar sua classificação ao longo do tempo para que eles possam receber novos pedidos no futuro. Novos fornecedores e unidades de produção deverão ser capazes de demonstrar que atendem aos nossos critérios de sustentabilidade e, se necessário, fazer melhorias antes de começar a trabalhar conosco.

Novos critérios de tolerância zero

Para melhorar continuamente nosso processo de auditoria e motivar o comportamento correto, atualizamos nossos protocolos de auditoria todos os anos para elevar o nível dos nossos padrões ao longo do tempo. Por exemplo, o código da C&A com relação a trabalhadores menores de idade obedece às normas da OIT (16 anos), que podem ser mais rígidas do que os regulamentos nacionais (14 anos). Em 2018, trabalharemos com um novo conjunto de questões de tolerância zero para continuar melhorando as condições de trabalho em nossa rede de fornecimento. 

A tabela abaixo mostra a lista completa de nossas questões de tolerância zero e sua fundamentação:

Categoria

Descrição

Trabalho forçado, compulsório, em regime de servidão ou prisional

Trabalho forçado – por ameaça real ou percebida

Formas graves de trabalho infantil

Um trabalhador com menos de 16 anos que esteja sujeito a trabalho escravo, forçado ou compulsório, prostituição, pornografia, tráfico de drogas ou outro trabalho que possa prejudicar a saúde, a segurança ou a moral do trabalhador.

Trabalho infantil / trabalhadores menores de idade

Trabalhadores com menos de 16 anos

Abuso

Qualquer evidência de abuso físico, sexual, verbal ou mental

Falta de pagamento de salário mínimo

Se menos de 50% dos trabalhadores da amostra não receberem o salário mínimo legal

Falta de pagamento de salário probatório

Caso mais de 50% dos trabalhadores da amostra não receberem o salário legal durante o período de experiência

Trabalhadores estrangeiros ou migrantes sem permissão legal de trabalho

Trabalhadores sem o direito de trabalhar ou sem uma autorização de trabalho válida

Trabalho doméstico não autorizado

Produção que é colocada em uma unidade de produção doméstica não autorizada

Auditoria negada

Não conceder acesso irrestrito a funcionários, registros, todas as áreas da unidade de produção e dormitórios, sem demoras injustificadas pela segunda vez

Jornada de trabalho

Horas extras pagas

Qualquer caso em que os trabalhadores trabalhem mais de 91 horas/semana e não sejam remunerados por todas as horas extras trabalhadas de acordo com os requisitos legais e com uma taxa adicional

Um dia de folga por semana

Qualquer caso em que os trabalhadores trabalhem 31 dias ou mais consecutivamente

Saúde e Segurança no Local de Trabalho

Jato de areia

Uso de práticas de fabricação que acionem fragmentos muito finos de material em alta velocidade para limpar ou gravar uma superfície. Este processo frequentemente usa areia com sílica cristalina, que pode levar à silicose

Segurança predial

Unidade de produção localizada em um prédio com vários inquilinos, onde quatro critérios mínimos não são atendidos

Critérios mínimos:

  1. Todo o prédio tem uma licença de incêndio válida
  2. Todo o prédio tem um certificado de construção válido
  3. Um treinamento de incêndio foi conduzido para todo o prédio
  4. Um Sistema de alarme de incêndio centralizado está instalado e operacional para todo o prédio
 

Não há certificado ou licença legal de construção

Um certificado/alvará de construção que permita o uso e ocupação legal não está disponível, não é válido ou não cobre todo o prédio e/ou o prédio não tem aprovação para uso industrial

Estrutura e uso do prédio não estão alinhados com o plano de construção legalmente aprovado

Por exemplo, itens como andares incorretos ou adição de andares, número de prédios incluídos na aprovação legal e telhado do prédio não construídos ou utilizados de acordo com o plano de construção legalmente aprovado.

Não há licença comercial válida

O endereço da unidade de produção não corresponde ao endereço na licença comercial.

Segurança contra incêndio

Não há licença do corpo de bombeiros

A licença do corpo de bombeiros não está disponível, não é legalmente válida ou não cobre todo o edifício

Dormitório ou área de convivência não está claramente separado da área de produção e/ou depósito

 

Geradores industriais e/ou caldeiras não estão isolados da área de produção

 

 

No nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria, descrevemos com mais detalhes o que a C&A espera dos nossos fornecedores em relação à conformidade legal, práticas de trabalho, desempenho ambiental e combate à corrupção. As disposições do Código representam os padrões mínimos, nunca máximos. Elas são diferentes das questões de tolerância zero descritas acima. Por exemplo, no Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria, quando descrevemos nossas expectativas para a jornada de trabalho, nossos fornecedores devem atender aos seguintes padrões mínimos:

  • Os fornecedores deverão definir jornadas de trabalho padronizadas por contrato, em um número de horas que esteja de acordo com a legislação nacional ou com os acordos coletivos de trabalho, respeitando um máximo de 48 horas por semana, incluindo horas extras.
  • Os fornecedores deverão fazer uso das horas extras de forma responsável, não solicitar horas extras regularmente e aceitar que tais horas extras sejam voluntárias e, portanto, não coagir os funcionários a trabalhar mais.
  • As jornadas de trabalho não deverão ultrapassar 60 horas em qualquer período de sete dias, exceto em circunstâncias verdadeiramente excepcionais e imprevisíveis. E somente se forem cumpridas todas as seguintes condições: 1) permitidas pela legislação nacional, 2) permitidas por um acordo coletivo, e 3) precauções são tomadas para proteger a saúde e a segurança dos trabalhadores.
  • Os fornecedores devem permitir que seus funcionários façam intervalos para descanso, tenham pelo menos um dia de folga em cada período de sete dias e que desfrutem de férias obrigatórias por lei.
     

Leia mais sobre nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria

Leia mais sobre as diretrizes para a implementação de nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria

Nosso desempenho em 2017

A maior parte de nossa produção (93%) está concentrada em nove países fornecedores.
 

Países que fornecem para o setor de vestuário por percentual de volume de produtos fabricados

2016 foi o primeiro ano no qual informamos nossas classificações de fornecedores globais por unidade de produção e por porcentagem de trabalhadores. Ao longo de 2015, o Brasil e o México começaram a implementar as diretrizes e o processo de auditoria do programa Sustainable Supply Chain (SSC) global. Consequentemente, 2016 foi o primeiro ano no qual o novo Código de Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria entrou em vigência em todas as regiões de abastecimento, o que nos permite fornecer números globais.

É importante observar que o Brasil e o México possuem redes de fornecimento internas consideráveis. 80% dos produtos vendidos no Brasil e 50% dos produtos no México são produzidos no mercado interno. Como nossas novas exigências são exclusivas da rede de fornecimento no Brasil e no México, estamos trabalhando em estreita colaboração com cada fornecedor e cada fábrica para capacitá-los e melhorar a classificação ao longo do tempo para atender às exigências de nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria.

Proporção de produtos vindos de fornecedores classificados como A / B (% volume / região)

Classificação de unidade de produção de nível 1 e 2 por percentual de volume proveniente do país de origem

Proporção de trabalhadores em unidades de produção por classificação e país de origem

 

Em 2017, aproximadamente 55% dos trabalhadores da nossa rede de fornecimento trabalham em fábricas classificadas como A e B. Isso representa uma redução de seis pontos percentuais desde 2016, quando 61% dos trabalhadores estavam em fábricas de primeira linha. A redução é resultado da recategorização de 11 perguntas cruciais para um nível de severidade mais alto, causando uma queda na classificação de muitos fornecedores.

14% do total ainda trabalham em fábricas classificadas como D e E, um aumento de sete pontos percentuais desde 2016 - novamente devido à recategorização de perguntas. Para melhorar continuamente as classificações ao longo do tempo, todas as fábricas classificadas como D e E possuem planos de ações corretivas (CAPs), são monitoradas por equipes locais e têm colocações de pedidos restritos até que seus desempenhos melhorem significativamente.

Em 2017, no Brasil e no México, 41% e 37% dos funcionários da rede de fornecimento trabalham em fábricas classificadas como D e E, respectivamente. Essas regiões adotaram o Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria pela primeira vez em 2016, o que significa que agora temos um único padrão global para fornecedores em todas as regiões. Em 2018, as equipes que trabalham com as redes de fornecimento domésticas do Brasil e do México se concentrarão no desenvolvimento de capacidade e conhecimento técnico em todas as unidades de produção para progredir em direção ao nosso objetivo.

Validando o nosso programa

Nossa equipe de Sustainable Supply Chain (SSC) é composta por profissionais especializados e está localizada em diferentes centros de fornecimento - incluindo China, Bangladesh, Índia, Turquia, Hong Kong, Camboja, Brasil e México. Ela conta com o apoio da Equipe Global de Sustentabilidade, que compartilha aprendizado e estimula a implementação da sustentabilidade em todos os países que abastecem o setor e os mercados em que operamos. Isso permite que a equipe de SSC se concentre em estimular o programa de SSC no campo, apoiando unidades de produção por meio de seus esforços de melhoria contínua.

Em 2015, a C&A contratou uma empresa terceirizada para fazer due diligence  em direitos humanos em nossa rede de fornecimento, usando os Princípios Orientadores das Nações Unidas para Empresas e Direitos Humanos para verificar se o atual programa de SSC é adequado para a sua finalidade considerando as exigências descritas no Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria da C&A.

Nesse processo, foram realizados testes e análises extensivas para avaliar o nosso progresso na implementação da estratégia de SSC, examinando como foi ela foi implementada em todos os nossos países fornecedores na Ásia, Europa, Oriente Médio, África, Brasil e México. Fizemos uma abordagem gradual, começando em 2016 com a C&A Europa e passando para C&A Brasil e México em 2017.

Essa análise abrange a carteira de fornecedores da empresa, o programa de auditoria, o programa de capacitação e a abordagem para minimizar os riscos de violação dos direitos humanos. Como parte do processo de due diligence contínua, são realizadas auditorias de observação (shadow audits) e auditorias de validação em cinco países abastecedores diferentes para avaliar a exatidão, o rigor e a capacidade de repetição de nossos processos de auditoria. Além disso, avaliações e entrevistas são realizadas com as equipes de Compras e Sustentabilidade.

A due diligence foi projetada para testar nossas operações de SSC em relação a 10 pilares estratégicos:

  1. Governança do programa
  2. Implementação do nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria
  3. Registro de fornecedores e processo de integração
  4. Implementação e acompanhamento do programa de auditoria
  5. Classificação de fornecedores e gestão de desempenho
  6. Implementação e correção do Plano de Ações Corretivas (CAP)
  7. Capacitação de nossa rede de fornecimento
  8. Integração, processos e precisão do sistema
  9. Estrutura organizacional e recursos
  10. Impacto e relatórios do programa
     

A avaliação mostrou que os programas de SSC têm diferentes níveis de maturidade. A Europa e o Brasil são os mais avançados e seus programas estão trabalhando efetivamente dentro de seu mandato. O programa no México está em processo de melhoria, e a equipe de liderança está comprometida em lidar com as lacunas.

A auditoria terceirizada concluiu que, para abordar de maneira eficaz os riscos de direitos humanos em nossa rede de fornecimento, a C&A deve continuar avançando em direção a uma abordagem mais estratégica e sistemática. Tomamos nota das recomendações individuais e construímos uma abordagem transparente e integrada por meio de uma plataforma de gestão de projetos on-line em tempo real. Planos de ação regionais estão atualmente sendo implementados e serão verificados de forma independente por meio de uma avaliação de terceiros para SSC Europa, e avaliação de segunda parte para SSC Brasil e SSC México.

Europa

Quase dois anos após a avaliação terceirizada, a maior parte das recomendações foi implementada por meio do plano de ação regional. Atualmente, a SSC Europa está atualizando sua estratégia, na qual abordará as oportunidades restantes de melhoria.
 

Brasil

A avaliação de 2017 descobriu que nosso programa de SSC no Brasil contém vários elementos alinhados com as boas práticas internacionais, estabelecendo uma referência no país. As principais funções e responsabilidades foram estabelecidas, e há um bom nível de interação entre a equipe de SSC, Sourcing e a equipe de Sustentabilidade. A conscientização sobre o Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria é alta e existe um processo claro e eficaz de integração para fornecedores e unidades de produção.

Um sólido processo de auditoria e plano de ação corretiva (CAP) está em vigor. As auditorias de observação (shadow audits) e as auditorias de validação de seis unidades de produção geraram os mesmos ratings que os auditores de SSC. CAPs estavam sendo gerados conforme necessário, e todas as questões identificadas nos CAPs foram discutidas com os fornecedores e suas fábricas. A avaliação também constatou que algumas das exigências do Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadoria ainda precisam ser adaptadas localmente, particularmente em relação à segurança da construção e segurança contra incêndios.
 

México

A avaliação de terceirizada, em 2017, concluiu que o programa de SSC no México não era adequado ao propósito considerando a maioria dos pilares estratégicos, mas observou que a equipe de liderança estava comprometida em lidar com as deficiências. Desde então, um forte progresso foi alcançado: a equipe de SSC agora tem um gerente dedicado, e os processos e procedimentos foram alinhados. O próximo passo é implementar um sistema de SSC integrado.

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