Rede de Fornecimento Sustentável Elevando padrões e proporcionando capacitação

Nossa rede de fornecimento abrange mais de 1 milhão de pessoas, empregadas por 788 fornecedores globalmente, que administram mais de 2.400 unidades de produção em quatro regiões totalmente diferentes e compreendendo muitas culturas distintas. Por um lado, isso representa uma oportunidade real para ajudar a normalizar o comportamento sustentável entre populações diversas. Por outro, requer vigilância e dedicação às melhores práticas. Devemos identificar os problemas e capacitar as pessoas para lidar com as mudanças, trabalhando em parceria com nossos fornecedores e stakeholders.

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Começamos com nossos relacionamentos com fornecedores porque entendemos que podemos, juntos, criar um impacto positivo. Procuramos sempre formas de colaborar e melhorar os padrões ainda mais, gerando mudanças em todo o setor em questões importantes, junto a outros parceiros da indústria que pensam da mesma forma. Estamos concentrados em duas áreas principais: garantir que as pessoas que fazem nossas roupas estejam seguras e sejam tratadas de forma justa, além de promover e apoiar um meio ambiente limpo para termos comunidades saudáveis nos países fornecedores.

Trabalho seguro e justo

Meio ambiente limpo

Nossa ambição

Uma rede de fornecimento sustentável, do agricultor ao consumidor

Sustentabilidade significa avançar para um modelo circular no qual a roupa seja desenvolvida considerando seu próximo ciclo de vida - roupas que também sejam produzidas com menos produtos químicos, produtos químicos mais seguros, energia renovável, água limpa e condições de trabalho seguras e dignas.

Para normalizar o comportamento sustentável, acreditamos na capacitação de toda a nossa rede de fornecimento - do campo ao chão da fábrica. Acreditamos que a conformidade seja o ponto de partida, mas não o objetivo final: devemos colaborar com nossos fornecedores e suas fábricas para criar mudanças. Também estamos avançando rumo à nossa meta de moda circular, na qual criamos infinitos fluxos de materiais e roupas de forma justa e restauradora. Estamos nos concentrando em incluir nossas preocupações com sustentabilidade logo no início do processo, repensando como desenvolver produtos considerando seu próximo ciclo de vida. Isso significa escolher cuidadosamente materiais e substâncias químicas que sejam mais seguros desde o início e trabalhando com as fábricas de nossos fornecedores para garantir que as condições de trabalho sejam seguras e justas. Também estamos buscando expandir as soluções de "fim de vida útil" que oferecemos aos nossos clientes.

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Nossas metas para 2020

100%

dos nossos produtos serão provenientes de fornecedores de alto desempenho com classificação A e B


Capacitaremos as pessoas dentro de nossa rede de fornecimento, indo além das auditorias para engajar nossos fornecedores e seus funcionários

Zero

Descarte Zero de Produtos Químicos Perigosos (ZDHC)

20%

Redução da pegada de carbono nas lojas, centros de distribuição e escritórios na Europa (tendo 2012 como referência)

Europa

Redução de 30% do uso da água na produção de nossas matérias-primas

Redução de 10% do uso da água em nossas lojas, centros de distribuição e matrizes

Zerar o descarte em aterros sanitários de resíduos produzidos em nossos mercados de atuação

Auditoria e transparência

Fazer com que a transparência seja a norma

A rede de fornecimento da indústria de vestuário é notoriamente complexa; a nossa abrange cerca de 2.400 unidades de produção de nível 1. Isso cria desafios, mas também um enorme espaço para impacto e criação de mudanças. Ao reavaliarmos nossos próprios padrões e influenciarmos o desenvolvimento de padrões compartilhados, levamos a indústria conosco nesse processo, incorporando boas práticas à medida que avançamos.

Ser transparente é parte da solução. Precisamos criar rastreabilidade e responsabilidade nas redes de fornecimento da indústria de vestuário. Dessa forma, podemos colaborar com os stakeholders, incluindo outras marcas, para entender os desafios comuns, oferecer o tipo certo de apoio, recompensar o bom comportamento e impulsionar a mudança. No ano passado, publicamos uma lista de nossas unidades de produção (PUs) de nível 1 da C&A Europa. Em 2017, ampliamos consideravelmente o escopo da nossa transparência com este relatório, publicando nossas unidades de produção de nível 1 e de nível 2 em todo o mundo.

Nossa abordagem geral

Um importante primeiro passo para alcançar maior transparência em nossas redes de fornecimento é assegurar a coleta de dados precisos sobre o desempenho de nossos fornecedores - dados a respeito de tudo, desde o uso de produtos químicos, energia e água, até questões como salários e segurança no local de trabalho - e avaliar continuamente suas ações e resultados. Quanto mais abrangentes e precisas forem as informações, mais direcionado e eficaz será o apoio que podemos oferecer.

Diferentes ferramentas de auditoria e avaliação tem sido usadas atualmente por diferentes empresas e organizações na indústria de vestuário. No entanto, acreditamos - como muitos de nossos stakeholders - que devemos criar convergência e usar ferramentas padronizadas para aumentar a qualidade de nossos dados, a eficiência de nossas ações e, portanto, o ritmo da mudança.

O índice Higg da Sustainable Apparel Coalition (SAC) fornece esse padrão centralizado de avaliação. Ele já é usado por muitas grandes marcas, incluindo a C&A, e sua escala e eficácia estão aumentando. A C&A está realizando atualmente uma experiência-piloto com o Higg 3.0 Facility Environment Module (Módulo para o Ambiente das Instalações, ou FEM), que, quando ele estiver totalmente operacional até o final de 2017, atuará como uma ferramenta de avaliação ambiental completa para toda a rede de fornecimento. Também fazemos parte do projeto de convergência social e trabalhista da SAC, que visa desenvolver uma ferramenta de avaliação para direitos humanos e trabalhistas.

Enquanto isso, estamos usando uma combinação de nossas próprias ferramentas de auditoria e avaliação, módulos Higg existentes e o protocolo de auditoria do ZDHC. Continuaremos a utilizar e/ou complementar essas ferramentas sempre que necessário e a evitar quaisquer "lacunas" de cobertura, rumo a uma solução aprovada por todas as marcas em um processo de consulta com diversos stakeholders.

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Compromisso de transparência

Em 2016, a ONG Human Rights Watch procurou 72 marcas mundiais de vestuário, incluindo a C&A, pedindo que se unissem ao recém-criado “Compromisso de Transparência”. O acordo é parte de uma iniciativa para incentivar as marcas a adotar uma abordagem mais consistente à transparência em suas redes de fornecimento. O compromisso ajudará a indústria de vestuário a atingir um padrão mínimo comum de divulgação de informações da rede de fornecimento, exigindo a publicação de dados padronizados sobre todas as fábricas na fase de manufatura de suas redes de fornecimento. Em fevereiro de 2017, adotamos o Compromisso com 10 outras marcas e pretendemos estar totalmente alinhados com a ele até o final de 2017.

Leia mais aqui sobre o Compromisso de Transparência

Código de Conduta para nossos Fornecedores

O que esperamos dos nossos fornecedores é estabelecido e comunicado claramente em nosso Código de Conduta do Fornecedor e verificado por meio de auditorias regulares realizadas por nossa equipe de Sustainable Supply Chain, composta por mais de 100 auditores em todo o mundo. Em 2016, atualizamos os padrões esperados no Código de Conduta do Fornecedor sobre segurança contra incêndio e meio ambiente, especificamente nas áreas de resíduos e armazenamento e gestão de produtos químicos, tornando-os mais rigorosos.

Como classificamos os fornecedores

Quando se trata de avaliar nossos fornecedores em questão de sustentabilidade, nosso primeiro princípio orientador é a transparência, apoiada por nosso compromisso de capacitação. Isso está refletido em nossas classificações. Os critérios de sustentabilidade representam 20% da classificação global do nosso "scorecard" de fornecedor e tem o mesmo peso que preço, qualidade, entrega e execução do produto. Cada unidade de produção é classificada com notas de A a E com base em um conjunto de critérios de avaliação referentes aos elementos do nosso Código de Conduta do Fornecedor.

As unidades de produção classificadas como A e B são aquelas que não registraram violações graves em relação às ponderações que correspondem a cada elemento do nosso Código de Conduta. Por exemplo, a descoberta de um problema sério, como insuficiência de equipamentos de combate ao incêndio ou a ausência reiterada de simulações de combate ao incêndio são falhas que resultarão em uma classificação D, enquanto a descoberta de qualquer problema de tolerância zero resultará em uma classificação E.

A classificação geral de um fornecedor é calculada como a média do número total de unidades de produção utilizadas para a produção da C&A. No entanto, caso a unidade de produção de um fornecedor seja avaliada como E, a classificação geral do fornecedor passará a ser E. É nossa política não fazer pedidos de produção com fornecedores classificados como E - embora trabalhemos em estreita colaboração com eles para resolver esses problemas e melhorar sua classificação ao longo do tempo para que eles possam receber novos pedidos no futuro. Novos fornecedores e unidades de produção deverão ser capazes de demonstrar que atendem aos nossos critérios de sustentabilidade e, se necessário, fazer melhorias antes de começar a trabalhar conosco.

Novos critérios de tolerância zero

Para melhorar continuamente nosso processo de auditoria e motivar o comportamento correto, atualizamos nossos protocolos de auditoria todos os anos para elevar o nível dos nossos padrões ao longo do tempo. Por exemplo, o código da C&A com relação a trabalhadores menores de idade obedece às normas da OIT (16 anos), que podem ser mais rígidas do que os regulamentos nacionais (14 anos). Em 2017, trabalharemos com um novo conjunto de questões de tolerância zero, incluindo infrações comuns, como funcionários que trabalham horas excessivas em qualquer semana de trabalho, ou muitos dias seguidos sem folga.

A tabela abaixo mostra a lista completa de nossas questões de tolerância zero e sua fundamentação:

CategoriaDescrição
Trabalho forçado, análogo à escravidão, servidão por dívidas ou trabalho prisionalTrabalho forçado - por ameaça real ou percebida
Formas graves de trabalho infantil

Um trabalhador com menos de 16 anos que esteja sujeito a trabalho escravo, trabalho forçado ou obrigatório, prostituição, pornografia, tráfico de drogas ou outro trabalho que possa prejudicar a saúde, a segurança ou os princípios morais do trabalhador

Trabalho infantil / trabalhadores menores de idadeTrabalhadores com menos de 16 anos  
AbusoQualquer evidência de abuso físico, sexual, verbal ou mental
Deixar de pagar salário mínimoSe menos de 50% dos trabalhadores incluídos na amostragem não receberem o salário mínimo previsto por lei
Deixar de pagar salários referentes ao período de experiênciaSe mais de 50% dos trabalhadores incluídos na amostragem não receberem o salário referente ao período de experiência previsto por lei
Trabalhadores estrangeiros ou migrantes sem autorização de trabalho legalOs trabalhadores não têm o direito de trabalhar, tampouco possuem uma autorização válida de trabalho
Trabalho em casa não autorizadoProdução em uma unidade de produção doméstica não autorizada
Auditoria negadaDeixar de conceder acesso irrestrito aos trabalhadores, registros, todas as áreas da unidade de produção e dormitórios, sem demora injustificada pela segunda vez

Jornada de trabalho

Jornada de trabalho excessiva

Qualquer caso no qual os funcionários trabalhem mais de 91 horas por semana
Pagamento de horas extras pagasQualquer caso no qual os funcionários trabalhem mais de 91 horas por semana e não sejam recebam por todas as horas extras trabalhadas de acordo com as exigências legais e com acréscimo

Uma folga por semana

Qualquer caso no qual os funcionários trabalhem consecutivamente por 31 dias ou mais 

Saúde e Segurança no Local de Trabalho

Jateamento de Areia

O uso de práticas de fabricação que arremessa pedaços muito finos de substâncias a alta velocidade para limpar ou gravar uma superfície. Esse processo geralmente usa areia com sílica cristalina, o que pode provocar silicose

Segurança predial
Unidade de produção localizada em um edifício com vários inquilinos onde quatro critérios mínimos não são atendidosCritérios mínimos:
  1. Todo o edifício tem uma licença contra incêndio válida
  2. Todo o edifício tem um certificado de construção válido
  3. Uma simulação de combate a incêndio tenha sido realizada em todo o edifício 
  4. Um sistema centralizado de alarme de incêndio esteja instalado e operacional em todo o edifício
Ausência de certificado ou licença legal de construçãoUm certificado / licença de construção que permita o uso e a ocupação legais não está disponível, não é válido ou não cobre todo o edifício e/ou o edifício não possui autorização para uso industrial
A estrutura e o uso do edifício não estão alinhados ao plano de construção legalmente aprovadoPor exemplo, itens como número de andares incorretos ou inclusão de andares, número de edifícios incluídos na autorização legal e o telhado do edifício não ter sido construído ou usado de acordo com o plano de construção aprovado legalmente.
Alvará comercial sem validadeO endereço da unidade de produção não corresponde ao endereço no alvará comercial
Segurança contra incêndios

Ausência de licença contra incêndio

A licença contra incêndio não está disponível, não é legalmente válida ou não cobre todo o edifício

A área dos dormitórios ou de convivência não estão claramente separadas da área de produção e/ou do armazém

Geradores industriais e/ou caldeiras não estão isolados da área de produção

No nosso Código de Conduta do Fornecedor, descrevemos com mais detalhes o que a C&A espera dos nossos fornecedores em relação à conformidade legal, práticas de trabalho, desempenho ambiental e combate à corrupção. As disposições do Código representam os padrões mínimos, e não máximos.

Elas são diferentes das questões de tolerância zero descritas acima. Por exemplo, no Código de Conduta do Fornecedor, quando descrevemos nossas expectativas para a jornada de trabalho, nossos fornecedores devem atender aos seguintes padrões mínimos:

  • Os fornecedores deverão definir jornadas de trabalho padronizadas por contrato, em um número de horas que esteja de acordo com a legislação nacional ou com os acordos coletivos de trabalho, respeitando um máximo de 48 horas por semana, incluindo horas extras.
  • Os fornecedores deverão fazer uso das horas extras de forma responsável, não solicitar horas extras regularmente e aceitar que tais horas extras sejam voluntárias e, portanto, não coagir os funcionários a trabalhar mais.
  • As jornadas de trabalho não deverão ultrapassar 60 horas em qualquer período de sete dias, exceto em circunstâncias verdadeiramente excepcionais e imprevisíveis. E somente se forem cumpridas todas as seguintes condições: 1) permitidas pela legislação nacional, 2) permitidas por um acordo coletivo, e 3) precauções são tomadas para proteger a saúde e a segurança dos trabalhadores. 
  • Os fornecedores devem permitir que seus funcionários façam intervalos para descanso, tenham pelo menos um dia de folga em cada período de sete dias, e que desfrutem de férias obrigatórias por lei. 

 

Leia mais sobre nosso Código de Conduta do Fornecedor

Leia mais sobre as diretrizes para a implementação de nosso Código de Conduta do Fornecedor

Como estamos nos saindo

A maior parte de nossa produção (93%) está concentrada em nove países fornecedores. Os principais são os seguintes:

Países que abastecem o setor de vestuário por percentual de volume de produtos fabricados

Este é o primeiro ano no qual informamos as classificações gerais de fornecedores por unidade de produção e por porcentagem de trabalhadores. Ao longo de 2016, o Brasil e o México implementaram as diretrizes e o processo de auditoria do programa Sustainable Supply Chain (SSC) global. Consequentemente, este é o primeiro ano no qual o novo Código de Conduta do Fornecedor está vigente em todas as regiões de fornecimento, o que nos permite reportar números globais. No entanto, a implementação do nosso programa global no Brasil e no México aumentou as expectativas para os fornecedores nacionais, levando a classificações mais baixas. Como resultado, nosso desempenho global diminuiu de 90,8% para 77,8% em 2016.

É importante observar que o Brasil e o México possuem redes de fornecimento internas consideráveis. 80% dos produtos vendidos no Brasil e 30% dos produtos no México são produzidos no mercado interno. Como nossas novas exigências são exclusivas da rede de fornecimento no Brasil e no México, estamos trabalhando em colaboração com cada fornecedor e cada fábrica para capacitá-los e melhorar a classificação ao longo do tempo para atender às exigências de nosso Código de Conduta.

Como resultado do uso do mesmo padrão em todas as regiões de fornecimento, estamos descobrindo que, em alguns casos, nossas exigências geralmente são mais rígidas do que os padrões da indústria nos países que abastecem o setor como Myanmar, Brasil e México. Isso representa um desafio, já que capacitação e assistência técnica exigem altos níveis de recursos. Mas, por outro lado, também oferece uma oportunidade para melhorar continuamente nossa estratégia e incluir uma abordagem mais baseada em risco nos próximos anos.

Percentual de produtos vindos de fornecedores classificados como A / B (% volume / região)

Classificação de unidade de produção de nível 1 e 2 por percentual de volume proveniente do país de origem

Com base nesses dados, também avaliamos a porcentagem de funcionários que trabalham nas fábricas de nossos fornecedores de acordo com essas classificações.

Porcentagem de trabalhadores em unidades de produção por classificação e país de origem

 

 

Descobrimos que 61% dos trabalhadores em nossa rede de fornecimento trabalham em fábricas classificadas como A e B. Entretanto, 7% trabalham em fábricas classificadas como D e E. Para melhorar continuamente as classificações ao longo do tempo, todas as fábricas com classificação D e E contam com planos de ação corretiva, são monitoradas por equipes locais e os pedidos feitos a elas ficam restritos até a melhoria de seu desempenho.

No Brasil e no México, 37% e 45% dos trabalhadores, respectivamente, trabalham em fábricas classificadas como D e E. Como mencionado anteriormente, isso se deve principalmente à implementação dos novos elementos do Código de Conduta, com padrões mais elevados do que os usados atualmente no setor. Nos próximos anos, as equipes que trabalham com as redes de fornecimento internas no Brasil e no México se concentrarão na capacitação e na criação de conhecimento técnico em todas as unidades de produção para assegurar uma progressão adequada em direção ao objetivo.

Melhorias nos padrões do fornecedor

Todos os anos, revisamos nossos requisitos, padrões e processos para assegurar a melhoria contínua e elevar o nível das normas da indústria. Fazemos isso para garantir que a nossa rede de fornecimento seja desafiada e motivada a alcançar um maior desempenho. Em 2017, fizemos várias modificações em nossos processos de classificação para aumentar a liderança de nossa rede de fornecimento e estimular comportamentos mais adequados. A tabela a seguir descreve as mudanças feitas, mostrando como as classificações foram afetadas.

Questão de auditoria

Classificação anterior (pior caso)

mpacto anterior (pior caso)

Classificação atual (pior caso)

Impacto atual (pior caso)

Liberdade de associação

1Os trabalhadores podem escolher representantes sem interferência da administração?Menor+BMaior+D
2Se existe um acordo de negociação coletiva, a PU cumpre todas as disposições contratuais?Menor+BMaior+D
Trabalho infantil

3A PU está livre de trabalho infantil nos últimos 12 meses?MenorAMaiorC
Salários
4Todos os trabalhadores recebem e têm a garantia de receber pelo menos o salário mínimo legal?Tolerância
Zero
ETolerância
Zero
E*
5A PU paga aos trabalhadores todas as horas extras trabalhadas?MaiorCMaior+D
6Os trabalhadores são pagos dentro do prazo Maior+DMaior+D*
Os trabalhadores da amostragem trabalham dentro do limite de 60 horas por semana?Maior+DTolerância
Zero
E
8Os trabalhadores da amostragem tiram um dia de folga por semana?Menor+BMaiorC
Águas residuis
9Does the PU have an up to date chemical inventory list?MaiorCMaior+D
Waste water
10As águas residuais industriais são tratadas adequadamente e testadas regulamente no local antes de seu descarte?MaiorCMaior+D
11As águas residuais industriais tratadas obedecem às Diretrizes sobre Qualidade de Água do BSR?Sem classificaçãoSem classificaçãoMenor+B

Melhoria de condições no local

Nossa equipe de Sustainable Supply Chain (SSC) foi fortalecida em 2014 e cresceu rapidamente nos últimos anos. Agora localizada em diferentes centros de abastecimento - incluindo China, Bangladesh, Índia, Turquia, Hong Kong, Camboja, Brasil e México - a equipe de SSC é formada por profissionais experientes e conta com o apoio da Equipe Global de Sustentabilidade, que compartilha aprendizado e estimula a implementação da sustentabilidade em todos os países que abastecem o setor e os mercados em que operamos. Isso permite que a equipe de SSC se concentre na execução no local, apoiando unidades de produção por meio de seus esforços de melhoria contínua.

Em 2015, a C&A terceirizou para uma empresa prestadora de serviços profissionais a realização de due diligence em direitos humanos na rede de fornecimento, usando os Princípios Orientadores das Nações Unidas para Empresas e Direitos Humanos, e para verificar se a atual conformidade com Código de Conduta da C&A e o programa de auditoria são adequados e eficazes. Nesse processo, foram realizados testes e análises extensivas para avaliar o nosso progresso na implementação da estratégia de SSC na C&A Europa, examinando a forma como foi implantada em todos os nossos países fornecedores na Ásia e em toda a região europeia. Também realizamos um estudo profundo em um dos mais novos países de abastecimento, o Myanmar. Essa análise abrangeu a carteira de fornecedores da empresa, o programa de auditoria, o programa de capacitação e nossa abordagem para minimizar os riscos de violação dos direitos humanos. Como parte do processo de due diligence, foram realizadas 25 auditorias de observação (shadow audits) e auditorias de validação em cinco países abastecedores diferentes e para avaliar a exatidão, o rigor e a capacidade de repetição de nossos processos de auditoria.

Descobrimos assim que o programa de SSC está funcionando efetivamente dentro do que é proposto. Nossa abordagem ao processo de due diligence de direitos humanos está deixando os estágios iniciais de maturidade para se tornar mais operacional e começar a ser incorporada a nossos processos de negócios. Para enfrentar efetivamente os riscos de violação dos direitos humanos na rede de fornecimento da C&A, concluiu-se que a C&A deve continuar avançando para uma abordagem mais estratégica e sistemática. Registramos as recomendações pontuais e estamos no processo de integrá-las às nossas operações. Algumas conclusões estão a seguir:

  • O programa de SSC está funcionando efetivamente dentro de suas atribuições - A atual governança do programa de SSC é apropriada e operacional. O programa será reforçado pela implementação da apresentação regular e formal de relatórios de progresso, e tal implementação está em andamento.
  • Aplicação ajustada do programa de auditoria de SSC - As equipes de SSC estão aplicando o Código de Conduta e diretrizes internas da C&A de forma consistente. Uma empresa terceirizada realizou um total de 25 auditorias de observação e de validação, nas quais ela registrou a mesma classificação de SSC PU em 24 (96%) das auditorias, confirmando que nossas conclusões são precisas. Uma auditoria externa da nossa própria auditoria foi implementada para confirmar a credibilidade da nossa abordagem.
  • Conscientização sobre o Código de Conduta – Por meio de entrevistas, nosso auditor independente observou um bom nível de conscientização sobre o Código de Conduta da C&A entre fornecedores, PUs e pessoal da C&A.
  • Abordagem de liderança - Nosso auditor externo concluiu que o programa de auditoria da C&A contém uma série de elementos alinhados às boas práticas internacionais. O programa está sendo continuamente atualizado e adaptado às necessidades da C&A.
  • Necessidade de melhora contínua dos sistemas - É necessário melhorar a forma como gerenciamos os dados de auditoria nos mercados em que atuamos para melhorar as decisões sobre abastecimento e compras.
  • Melhorar o vínculo da SSC à estratégia de aquisição e aos processos de negócios - É necessário melhorar continuamente a conexão entre as abordagens à execução da SSC nos mercados de varejo locais com as respectivas estratégias de aquisição e processos decisórios.
  • Avaliações sistemáticas de risco para os direitos humanos - Ao entrar em novos países abastecedores, é recomendável que adotemos uma abordagem sistemática de due diligence de direitos humanos, incluindo o aprimoramento da política, lista de verificação e processo de integração.
  • Melhoria do processo de reclamações - utilizamos atualmente o Canal Aberto da C&A para receber reclamações na rede de fornecimento, mas ele pode ser melhorado, tornando-se mais sistemático e consistente em todos os mercados em que atuamos.

 

Em 2017, nosso processo de due diligence continua a avaliar as redes de fornecimento domésticas da C&A no Brasil e no México, com o mesmo formato que foi usado na C&A Europa. No próximo ano, informaremos o resultado desse processo./p>

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