Rede de Fornecimento Sustentável  Elevando padrões e proporcionando capacitação

Nossa rede de fornecimento abrange mais de 1 milhão de pessoas, empregadas por 722 fornecedores globais, que administram mais de 1.600 unidades de produção em quatro regiões de abastecimento totalmente diferentes e compreendendo muitas culturas distintas. Embora esses números pareçam muito altos, nossa parte da rede de fornecimento representa apenas uma parcela muito pequena de toda a indústria têxtil e de vestuário. Por um lado, isso representa uma oportunidade real para ajudar a normalizar o comportamento sustentável entre populações diversas. Por outro, requer vigilância e dedicação às melhores práticas. Devemos identificar os problemas e capacitar as pessoas para lidar com as mudanças, trabalhando em parceria próxima com nossos fornecedores e stakeholders.

A prioridade da C&A é investir em relacionamentos de longo prazo com fornecedores estratégicos que vivam nossos valores, e é por isso que desenvolvemos relacionamentos de longo prazo com nossa rede de fornecimento. Diante disso, mantemos nossos relacionamentos com mais de 71% de nossos fornecedores há mais de 5 anos. Trabalhar com os fornecedores que entendem nossos requisitos sociais e ambientais e que estão comprometidos em atendê-los fortalece nossa rede de fornecimento e nos ajuda a atingir nossas metas de sustentabilidade. A otimização de nosso número de fábricas e fornecedores apoia nossos compromissos com práticas trabalhistas seguras e justas e um ambiente limpo em toda a nossa rede de fornecimento. Nos últimos dois anos, reduzimos nossa base de fornecedores em 39% e continuamos limitando nosso número de fornecedores, conforme apropriado e possível.

Começamos com nossos relacionamentos com fornecedores porque entendemos que juntos podemos criar um impacto positivo. Procuramos sempre formas de colaborar e melhorar os padrões ainda mais, gerando mudanças em todo o setor em questões importantes, junto a outros parceiros da indústria que pensam da mesma forma. Estamos concentrados em duas áreas principais: garantir que as pessoas que fazem nossas roupas estejam seguras e sejam tratadas de forma justa, além de promover e apoiar um meio ambiente limpo, em benefício de comunidades saudáveis nos países fornecedores e do planeta, de forma geral.

Trabalho seguro e justo

Meio ambiente limpo

Nossa ambição

Uma rede de fornecimento sustentável, do agricultor ao consumidor

Para nós, sustentabilidade significa avançar para um modelo circular no qual a roupa seja desenvolvida considerando seu próximo ciclo de vida - roupas que também sejam produzidas com menos produtos químicos, produtos químicos mais seguros, energia renovável e água limpa, em condições de trabalho seguras e dignas. Para normalizar o comportamento sustentável entre nossos fornecedores, acreditamos na capacitação de toda a nossa rede de fornecimento, do campo ao chão da fábrica. Acreditamos que a conformidade seja o ponto de partida, mas não o objetivo final: devemos colaborar com nossos fornecedores e suas fábricas para criar mudanças.

Também estamos avançando rumo à nossa meta de moda circular e estamos nos concentrando em incorporar nossas preocupações com sustentabilidade logo no início do processo. Isso significa revolucionar o modo como desenvolvemos produtos considerando o seu próximo ciclo de vida. Significa escolher cuidadosamente materiais e produtos químicos que sejam mais seguros desde o início e trabalhar com as fábricas de nossos fornecedores para garantir que as condições de trabalho sejam seguras e justas. E significa expandir as soluções de ‘fim de vida útil’ que oferecemos aos nossos clientes.

Nossas metas para 2020 para a rede de fornecimento sustentável

Trabalho justo e seguro

100% de nossos produtos serão provenientes de fornecedores de alto desempenho com classificação A e B.

Capacitar nossa rede de fornecimento.

Meio ambiente limpo

Descarte Zero de Produtos Quimicos Perigosos

Redução de 20% na pegada de carbono nas lojas, centros de distribuição e escritórios da C&A (tendo 2012 como base).*

Redução de 30% no uso de água na produção de matérias-primas (tendo 2016 como base).*

Redução de 10% no consumo de água nas lojas, centros de distribuição e escritórios da C&A (tendo 2015 como base).*

Zero descarte de resíduos em aterro. 

*Meta para 2025

Auditoria e transparência

Fazer com que a transparência seja a norma

A rede de fornecimento da indústria de vestuário é notoriamente complexa; a nossa inclui mais de 700 fornecedores e 1.600 unidades de produção de nível 1 e nível 2. Isso cria desafios, mas também abre um enorme espaço para impacto e criação de mudanças. Ao reavaliarmos nossos próprios padrões e influenciarmos o desenvolvimento de padrões compartilhados, levamos a indústria conosco nesse processo, incorporando boas práticas à medida que avançamos.

Ser transparente é parte da solução. Precisamos criar rastreabilidade e responsabilidade nas redes de fornecimento da indústria de vestuário. Dessa forma, podemos colaborar com os stakeholders, incluindo outras marcas, para entender os desafios comuns, oferecer o tipo certo de apoio, recompensar o bom comportamento e impulsionar a mudança que queremos ver na indústria. Ampliamos continuamente o escopo de nossa transparência na rede de fornecimento e publicamos uma lista das fábricas de nossos fornecedores de nível 1 e nível 2 pelo menos uma vez por ano.  

Nossa abordagem geral

Um importante primeiro passo para alcançar maior transparência em nossas redes de fornecimento é assegurar a coleta de dados precisos sobre o desempenho de nossos fornecedores – dados a respeito de tudo, desde o uso de produtos químicos, energia e água, até questões relacionadas a salários ou segurança no local de trabalho – e avaliar continuamente suas ações e resultados. Quanto mais abrangentes e precisas forem as informações, mais direcionado e eficaz será o apoio que podemos oferecer.

Diferentes ferramentas de monitoramento e avaliação estão sendo usadas atualmente por diferentes empresas e organizações na indústria de vestuário. No entanto, nós acreditamos - como muitos de nossos stakeholders - que devemos criar convergência e usar ferramentas padronizadas para aumentar a qualidade de nossos dados, a eficiência de nossas ações e, portanto, o ritmo da mudança.

O índice Higg da Sustainable Apparel Coalition (SAC) fornece esse padrão centralizado de avaliação. Já utilizado por muitas grandes marcas, incluindo a C&A, o índice tem aumentado sua escala e eficácia. Em 2018, a C&A realizou uma experiência-piloto com o Higg 3.0 Facility Environment Module (FEM), que atua como uma ferramenta de avaliação ambiental completa para toda a rede de fornecimento de vestuário. Desde 2019 nós a adotamos para uso em nossa rede de fornecimento. Também fazemos parte do projeto de convergência social e trabalhista (SLCP), que visa desenvolver uma ferramenta de avaliação para direitos humanos e trabalhistas. Na realidade, a C&A foi eleita pelos membros do SLCP para representar as marcas em seu Conselho Diretor.

Enquanto isso, estamos usando uma combinação de nossas próprias ferramentas de auditoria e avaliação, módulos Higg existentes e o protocolo de auditoria do programa Descarte Zero de Produtos Químicos Perigosos (ZDHC). Continuaremos a utilizar e/ou complementar essas ferramentas sempre que necessário e, para evitar quaisquer “lacunas" de cobertura, seguiremos rumo a uma solução aprovada por todas as marcas em um processo de consulta com diversos stakeholders.

Compromisso de transparência

Em 2016, a ONG Human Rights Watch procurou 72 marcas mundiais de vestuário, incluindo a C&A, pedindo que se unissem ao recém-criado Compromisso de Transparência. O acordo é parte de uma iniciativa para incentivar as marcas a adotar uma abordagem consistente à transparência em suas redes de fornecimento. Ele ajuda a indústria de vestuário a atingir um padrão mínimo comum de divulgação de informações da rede de fornecimento, exigindo a publicação de dados padronizados sobre todas as fábricas na fase de manufatura de suas redes de fornecimento. Aderimos ao Compromisso em fevereiro de 2017 e, desde então, estamos totalmente em linha com as exigências e fornecemos essas informações de maneira consistente.

Leia mais sobre o Compromisso de Transparência

 

Nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias

O que esperamos dos fornecedores está claramente estabelecido e comunicado através do nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias e verificado por meio de auditorias regulares realizadas pela nossa equipe de Sustainable Supply Chain (SSC), composta por cerca de 90 pessoas em todo o mundo, incluindo 36 auditores e 25 membros da nossa equipe de desenvolvimento de fornecedores. Atualizamos os padrões exigidos pelo Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias conforme apropriado, como fizemos em 2017, quando tornamos nossos padrões de segurança contra incêndio, de meio ambiente e de jornada de trabalho mais rigorosos. No caso de violação ao nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias, convidamos fornecedores, funcionários da C&A e trabalhadores das fábricas de nossos fornecedores a nos informar a respeito por meio do nosso Fairness Channels, onde as violações podem ser levadas à administração de maneira anônima. Todos os nossos fornecedores são obrigados a assinar nosso Código de Conduta como parte de nossa relação contratual e contratos de compra.

Como classificamos os fornecedores

Quando se trata de avaliar nossos fornecedores em questão de sustentabilidade, nosso primeiro princípio orientador é a transparência, apoiada por nosso compromisso de capacitação. Isso está refletido em nossas classificações. Os critérios de sustentabilidade representam 20% da classificação global do nosso ‘scorecard’ de fornecedor e tem o mesmo peso que preço, qualidade, entrega e execução do produto. Cada unidade de produção é classificada com notas de A a E, sendo A a nota mais alta, com base em um conjunto de critérios de avaliação referentes aos elementos do nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias.

As unidades de produção classificadas como A e B são aquelas que não registraram violações graves com relação às avaliações que correspondem a cada elemento do nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias. Por exemplo, a descoberta de um problema sério, como insuficiência de equipamentos de combate ao incêndio ou a ausência reiterada de simulações de combate ao incêndio, resultará em uma classificação D, enquanto a descoberta de qualquer problema de tolerância zero resultará em uma classificação E.

A classificação geral de um fornecedor é calculada como a média do número total de unidades de produção utilizadas para a produção da C&A. No entanto, caso uma unidade de produção de um fornecedor seja avaliada como E, a classificação geral do fornecedor passará a ser E. É nossa política não fazer pedidos de produção com fornecedores classificados como E - embora trabalhemos em estreita colaboração com eles para resolver esses problemas e melhorar sua classificação ao longo do tempo para que eles possam receber novos pedidos no futuro. Novos fornecedores e unidades de produção deverão ser capazes de demonstrar que atendem aos nossos critérios de sustentabilidade e, se necessário, fazer melhorias antes de começar a trabalhar conosco.

Rescisão de Relacionamento

Nos casos em que os fornecedores e as fábricas não cumprem nosso Código de Conduta, procuramos trabalhar com o fornecedor, a gerência da fábrica e as nossas equipes internas, em busca de melhorias. A menos que as não conformidades sejam sérias e tenham natureza de tolerância zero, mantemos nosso relacionamento de negócios para evitar consequências não intencionais aos trabalhadores.

Se um fornecedor mantiver uma fábrica fora da conformidade (classificação E) por mais de 6 meses, o relacionamento com o fornecedor e as fábricas associadas será suspenso. Como cada situação é única, as estratégias de saída potenciais devem ser adaptadas a cada situação. Em todos os casos, asseguramos que os trabalhadores não sejam prejudicados por uma possível rescisão de nossa relação comercial - no mínimo, seguindo as leis locais.

Nossos critérios de tolerância zero

Para melhorar continuamente nosso processo de auditoria e motivar o comportamento correto, atualizamos nossos protocolos de auditoria todos os anos, a fim de elevar o nível dos nossos padrões ao longo do tempo. Por exemplo, o código da C&A com relação a trabalhadores menores de idade obedece às normas da Organização Internacional do Trabalho - OIT (16 anos), que podem ser mais rígidas do que os regulamentos nacionais (14 anos). Em 2018, trabalhamos com um novo conjunto de questões de tolerância zero para continuar melhorando as condições de trabalho em nossa rede de fornecimento. 

Questões de tolerância zero e sua fundamentação

Categoria do problema

Descrição do problema

Violações gerais de tolerância zero

Trabalho forçado, compulsório, em regime de servidão ou prisional

Trabalho forçado - por ameaça real ou percebida

Formas graves de trabalho infantil

Um trabalhador com menos de 16 anos que esteja sujeito a trabalho escravo, forçado ou compulsório, prostituição, pornografia, tráfico de drogas ou outro trabalho que possa prejudicar a saúde, a segurança ou a moral do trabalhador 

Trabalho infantil / trabalhadores menores de idade

Trabalhadores com menos de 16 anos

Abuso

Qualquer evidência de abuso físico, sexual, verbal ou mental

Falta de pagamento de salário mínimo 

Se mais de 50% dos trabalhadores da amostra não receberem o salário mínimo legal

Falta de pagamento de salário probatório

Se mais de 50% dos trabalhadores da amostra não receberem o salário legal durante o período de experiência

Trabalhadores estrangeiros ou migrantes sem permissão legal de trabalho

Trabalhadores sem o direito de trabalhar ou sem uma autorização de trabalho válida

Trabalho doméstico não autorizado

Produção colocada em uma unidade de produção doméstica não autorizada 

Auditoria negada

Não conceder acesso irrestrito a funcionários, registros, todas as áreas da unidade de produção e dormitórios, sem demoras injustificadas pela segunda vez

Suborno e corrupção

Qualquer caso de oferecimento ou recebimento de uma recompensa indevida para influenciar comportamentos na cadeia de valor da C&A, incluindo propinas e pagamentos de facilitação. Qualquer comportamento ilegal ou impróprio que busque obter uma vantagem através de meios ilegítimos

Jornada de Trabalho

Horas extras pagas

Qualquer caso em que mais de 50% dos trabalhadores da amostra não sejam remunerados por todas as horas extras trabalhadas e a diferença entre o valor que recebem e o legalmente exigido seja maior do que 50%

Saúde e Segurança no Local de Trabalho

Jato de areia

Uso de práticas de fabricação que acionem fragmentos muito finos de material em alta velocidade para limpar ou gravar uma superfície. Este processo frequentemente usa areia com sílica cristalina, que pode levar à silicose

Segurança Predial

Unidade de produção localizada em um prédio com vários inquilinos, onde quatro critérios mínimos não são atendidos

Critérios mínimos:

  1. Todo o prédio tem uma licença de incêndio válida. 
  2. Todo o prédio tem um certificado de construção válido.
  3. Um treinamento de incêndio foi conduzido para todo o prédio.
  4. Um sistema de alarme de incêndio centralizado está instalado e operacional para todo o prédio.
 

Não há certificado ou licença legal de construção 

Um certificado/alvará de construção que permita o uso e ocupação legal não está disponível, não é válido ou não cobre todo o prédio, e/ou o prédio não tem aprovação para uso industrial 

A estrutura e o uso do prédio não estão alinhados com o plano de construção, o que leva a um alto risco para os trabalhadores, e a solicitação de inspeção de construção não está disponível

Por exemplo, itens como andares incorretos ou adição de andares, número incorreto de prédios incluídos na aprovação legal e telhado do prédio não construído ou utilizado de acordo com o plano de construção legalmente aprovado

Não há licença comercial válida

O endereço da unidade de produção não corresponde ao endereço na licença comercial  

Segurança contra incêndio

Não há licença do corpo de bombeiros 

A licença do corpo de bombeiros não está disponível, não é legalmente válida ou não cobre todo o edifício, e/ou a empresa não é capaz de fornecer um pedido oficial da licença do corpo de bombeiros

Área de convivência separada para trabalhadores

Dormitório ou área de convivência não está claramente separado da área de produção e/ou depósito

Separação de geradores industriais e/ou caldeiras

Geradores industriais e/ou caldeiras não são isolados da área de produção

Meio ambiente

Estação de tratamento de águas residuais

O tratamento de águas residuais fora do local ou no local é legalmente exigido, mas não está presente

Descarte de águas residuais

Descarte de águas residuais não atende aos requisitos legais

Nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias descreve com mais detalhes o que a C&A espera dos nossos fornecedores com relação à conformidade legal, práticas de trabalho, desempenho ambiental e combate à corrupção. As disposições do Código representam os padrões mínimos, nunca máximos. Elas são diferentes das questões de tolerância zero descritas acima. Por exemplo, o Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias descreve nossas expectativas para a jornada de trabalho, o que significa que nossos fornecedores devem atender aos seguintes padrões mínimos:

  • Os fornecedores deverão definir jornadas de trabalho padronizadas por contrato, em um número de horas que esteja de acordo com a legislação nacional ou com os acordos coletivos de trabalho, respeitando um máximo de 48 horas por semana e um máximo de 12 horas extras adicionais.
  • Os fornecedores deverão fazer uso das horas extras de forma responsável, não solicitar horas extras regularmente e aceitar que tais horas extras sejam voluntárias e, portanto, não coagir os funcionários a trabalhar mais.
  • As jornadas de trabalho não deverão ultrapassar 60 horas em qualquer período de sete dias, exceto em circunstâncias verdadeiramente excepcionais e imprevisíveis, e somente se forem cumpridas todas as seguintes condições: 1) permitidas pela legislação nacional, 2) permitidas por acordo coletivo, e 3) precauções são tomadas para proteger a saúde e a segurança dos trabalhadores.
  • Os fornecedores deverão permitir que seus funcionários façam intervalos para descanso, que tenham pelo menos um dia de folga em cada período de sete dias e que desfrutem de férias obrigatórias por lei.

Leia mais sobre o nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias

Leia mais sobre as diretrizes para a implementação do nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias

Nosso desempenho em 2018

A maior parte de nossa produção (94%) está concentrada em dez países fornecedores.

Países que fornecem para o setor de vestuário por percentual de volume de produtos fabricados

Percentual de volume de produtos confeccionados
País de Origem

2016 foi o primeiro ano no qual informamos nossas classificações de fornecedores globais por unidade de produção e por porcentagem de trabalhadores. Ao longo de 2015, o Brasil e o México começaram a implementar as diretrizes e o processo de auditoria do programa global Sustainable Supply Chain (SSC). Consequentemente, 2016 foi o primeiro ano no qual o novo Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias entrou em vigência em todas as regiões de abastecimento, o que nos permite fornecer números globais.

É importante observar que o Brasil e o México possuem redes de fornecimento internas consideráveis, com 84% dos produtos vendidos no Brasil e 45% dos produtos no México produzidos no mercado interno. Como nossas novas exigências são exclusivas da rede de fornecimento no Brasil e no México, estamos trabalhando em estreita colaboração com cada fornecedor e cada fábrica para capacitá-los e melhorar a classificação ao longo do tempo para atender às exigências de nosso Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias.

 

Proporção de produtos provenientes de fornecedores classificados como A e B (% volume/região)

Classificação de unidade de produção de nível 1 e 2 por país de origem

Percentual de unidades classificadas
Países Produtores

Proporção de trabalhadores em unidades de produção por classificação e país de origem

Percentualde unidades classificades
Países Produtores

Em 2018, 46% dos trabalhadores de nossa rede de fornecimento trabalhavam em fábricas com classificação A e B. Esta é uma redução de nove pontos percentuais em relação a 2017, quando 55% dos trabalhadores estavam em fábricas de primeira linha. A mudança é em grande parte devido a um aumento na porcentagem de trabalhadores em fábricas com classificação C. Para os fornecedores da C&A Brasil, isso é resultado principalmente da redução significativa nas unidades de produção com classificações D/E, pois elas melhoraram suas classificações para C. Para a C&A Europa, isso se deve à alta porcentagem (24%) de novas unidades de produção trazidas à nossa rede de fornecimento pelo crescimento do negócio. Muitos desses novos fornecedores apresentaram classificação C.

Ao final de 2018, 12% do total ainda trabalham em fábricas classificadas como D e E. Para melhorar continuamente as classificações ao longo do tempo, todas as fábricas classificadas como D e E possuem planos de ação corretiva (CAPs), são monitoradas por equipes locais e têm colocações de pedidos restritos até que seus desempenhos melhorem significativamente.

Em 2018, no Brasil e no México, 22% e 15% dos funcionários da rede de fornecimento trabalham em fábricas classificadas como D e E, respectivamente. Essas regiões adotaram o Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias pela primeira vez em 2016, o que significa que agora temos um único padrão global para fornecedores em todas as regiões. Em 2018, as equipes que trabalham com as redes de fornecimento domésticas do Brasil e do México se concentraram no desenvolvimento de capacitação e conhecimento técnico em todas as unidades de produção para progredir em direção ao nosso objetivo. No Brasil, nos concentramos principalmente em garantir que os fornecedores e seus funcionários assegurassem e mantivessem a documentação governamental exigida para permitir o trabalho naquele país. Isso foi feito com o apoio de nossa equipe de desenvolvimento de fornecedores, como parte de um esforço reconhecido pelo Prêmio ECO da AMCHAM. Além disso, vale notar que três das instalações com classificação D e E no Brasil são grandes, representando cerca de 17% dos trabalhadores da rede de fornecimento. Essas fábricas têm planos de ação claros para serem desenvolvidos ao longo de 2019 e nenhum problema crítico.

Validando o nosso programa

Nossa equipe de Sustainable Supply Chain (SSC) é composta por profissionais especializados e está localizada em diferentes centros de fornecimento - incluindo Bangladesh, Brasil, Camboja, China, Hong Kong, Índia, Myanmar, México, Paquistão e Turquia.

A equipe global de sustentabilidade lidera e possui a política e estratégia global de SSC e facilita o compartilhamento de aprendizados em todos os países que abastecem o setor e os mercados em que operamos. Isso permite que a equipe de SSC se concentre em executar o programa de SSC no campo, apoiando unidades de produção por meio de seus esforços de melhoria contínua.

Em 2015, a C&A contratou uma empresa terceirizada para conduzir um processo de due diligence em direitos humanos em nossa rede de fornecimento, usando os Princípios Orientadores das Nações Unidas para Empresas e Direitos Humanos para verificar se o atual programa de SSC é adequado para a sua finalidade, considerando as exigências descritas no Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias da C&A.

Nesse processo, foram realizados testes e análises extensivas para avaliar o nosso progresso na implementação da estratégia de SSC, examinando como ela foi implementada em todos os nossos países fornecedores na Ásia, Europa, Oriente Médio e África (EMEA) e América Latina. Fizemos uma abordagem gradual, começando em 2016 com a C&A Europa e passando para C&A Brasil e México em 2017.

Essa análise abrange a carteira de fornecedores da empresa, o programa de auditoria, o programa de capacitação e a abordagem para minimizar os riscos de violação dos direitos humanos. Como parte do processo de due diligence contínuo, são realizadas auditorias de observação (shadow audits) e auditorias de validação em cinco países abastecedores diferentes para avaliar a exatidão, o rigor e a capacidade de repetição de nossos processos de auditoria. Além disso, avaliações e entrevistas são feitas com as equipes de Sourcing, Compras e Sustentabilidade.

Áreas de foco de Sustainable Supply Chain

A due diligence foi projetada para testar nossas operações de SSC com relação a 10 áreas de foco estratégicas:

  1. Governança do programa
  2. Implementação do Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias
  3. Registro de fornecedores e processo de integração
  4. Implementação e acompanhamento do programa de auditoria
  5. Classificação de fornecedores e de gestão de desempenho
  6. Implementação e correção do Plano de Ações Corretivas (CAP)
  7. Capacitação de nossa rede de fornecimento
  8. Integração, processos e precisão do sistema
  9. Estrutura organizacional e recursos
  10. Impacto e relatórios do programa

A avaliação mostrou que os programas de SSC têm diferentes níveis de maturidade. A Europa e o Brasil são os mais avançados e seus programas estão trabalhando efetivamente dentro de seu mandato. O programa no México também apresentou melhorias em 2018 e agora está bem posicionado para se fortalecer ainda mais.

A auditoria terceirizada concluiu que, para abordar de maneira eficaz os riscos de direitos humanos em nossa rede de fornecimento, a C&A deve continuar avançando em direção a uma abordagem mais estratégica e sistemática. Tomamos nota das recomendações individuais e construímos uma abordagem transparente e integrada por meio de uma plataforma de gestão de projetos on-line em tempo real. Planos de ação regionais estão sendo verificados de forma independente por meio de uma avaliação de terceiros para SSC Europa, e avaliação de segunda parte para SSC Brasil e SSC México.

Europa

Quase três anos após a avaliação terceirizada, a maior parte das recomendações foi implementada por meio do plano de ação regional. Atualmente, a SSC Europa está atualizando sua estratégia, na qual abordará as oportunidades restantes de melhoria. 

Brasil

A avaliação de 2018 realizada por membros da Equipe Global descobriu que nosso programa de SSC no Brasil é adequado ao objetivo. O programa melhorou substancialmente desde 2017, demonstrando um forte modelo de governança, e a maioria das recomendações foi implementada com sucesso. Além disso, o programa contém vários elementos alinhados com as boas práticas internacionais, estabelecendo uma referência no país.

O Comitê Diretor Regional de Sustentabilidade do Brasil tem metas e objetivos claros e se reúne a cada 6 a 8 semanas. O comitê define metas e conduz o acompanhamento do progresso. Sua plataforma e sistema de TI permitem o gerenciamento eficaz de processos e procedimentos. As principais funções e responsabilidades foram estabelecidas, e há um bom nível de interação entre a equipe de SSC, Sourcing e a equipe de Sustentabilidade. A conscientização sobre o Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias é alta e existe um processo claro e eficaz de integração para fornecedores e unidades de produção.

Um sólido processo de auditoria e plano de ações corretivas (CAP) também está em vigor. As auditorias de observação (shadow audits) de quatro unidades de produção geraram os mesmos ratings que os auditores de SSC. CAPs estavam sendo gerados conforme necessário, e todas as questões identificadas nos CAPs foram discutidas com os fornecedores e suas fábricas. A avaliação de 2017 também constatou que algumas exigências do Código de Conduta para o Fornecimento de Mercadorias ainda precisavam ser adaptadas localmente, particularmente em relação à segurança da construção e segurança contra incêndios. Esse item importante foi abordado em 2018 e um novo modelo que atende às especificações das unidades de produção brasileiras está pronto para ser implementado em 2019.

México

A avaliação de segunda parte realizada em 2018 certificou que o programa de SSC no México fez um bom progresso em comparação com a conclusão “não adequada ao objetivo” da avaliação de terceiros, de 2017. A equipe de SSC está agora ativa e totalmente operacional, processos e procedimentos foram desenvolvidos e implementados, e o programa está sendo executado a um nível aceitável. Alguns dos marcos importantes durante 2018 foram:

  • Realização de oficinas de alinhamento e capacitação para assegurar consistência e avaliação da auditoria.
  • Melhorar as relações com áreas comerciais, sourcing e compras.
  • Gerar feedback positivo do fornecedor, pois o trabalho está começando a mostrar impactos positivos.
  • Atualizar os contratos com fornecedores.